<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455</id><updated>2011-07-08T11:58:27.438-03:00</updated><category term='machu pichu'/><category term='machu pichu pt'/><title type='text'>Além do Conto</title><subtitle type='html'>Coisas além da compreensão e outras menos complicadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-1621537473039748266</id><published>2009-10-07T12:19:00.022-03:00</published><updated>2009-10-09T13:32:55.796-03:00</updated><title type='text'>O melhor pastel do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Era sempre a mesma coisa. Cara de espanto, um riso convulsivo e diversas manifestações explícitas de poder. Mil quatrocentas e cinquenta e sete redações em cima da perna, quarenta em cada turma, bom humor as vinte e quatro horas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Esse aqui se lascou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Eu me contorcia toda ao ler as estapafúrdias dissertações. Que saudade dos tempos do Garrastazu, onde cada ausência de vírgula era amparada por uma varada! Sem falar que aprendíamos Francês, cujas palavras tem uns quinze acentos, ai se colocasse só treze. Agora, com este almaço repudioso em mãos, eu teria tempo de voltar à Paris em uma só oração, de vinte e sete linhas e nenhuma pontuação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Se você acha que eu quero dar a volta ao mundo num suspiro, está substancialmente enganado, ser néscio. Se lhe ocorre uma vírgula de vez em quando, eu lhe agradeço. Fiquei roxa aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes tossia e não parava mais, acho que tosso até hoje, se não me engano. Não tenho a vocação olímpica necessária e sinto que superei todos os meus limites quando termino de corregir meus textos. Quando pecam por falta de pontuação, eu sou atacada por minha crise asmática. Prego um asno enorme na folha, adoro adesivos, internado com um balão de oxigênio na capital asiática correspondente, cuja distância eu tive que percorrer até, exausta, parar. Em geral, Kuala Lumpur; mas tenho vários deles que chegaram às Ilhas Fidgi, ao Nepal, ao Butão e há casos de asnos internados até no seriado &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;. Era um pulmão enorme, cinco vezes maior que o quadrúpede, que é pra representar o tamanho da minha paciência de não ter passado tudo para o Júlio Verne, meu cão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum pontinho diáfano, nenhuma virgulazinha cândida. Se pelo menos viesse mais rápido minha aposentadoria, por favor, essa nova lei. Pronome relativo é uma ilusão, mais fácil a Rússia sair da Chechênia; o Louvre devolver relíquias à Grécia; o Sarney sair do Senado; ou, pior ainda, meus alunos entenderem todas essas referências com as quais eu construo toda a minha tese, que refuta todo e qualquer direito de resposta a quem escreva você com ésse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cujo virou lenda. Dizem que os egípcios, cuja referência é a mais antiga que  encontrei, regavam os campos cujas plantações contornavam o Nilo, cujo curso é dos maiores do mundo, cujo fim deve estar próximo. Isso quando não usam demais o que não sabem. Porque se você não sabe usar, tudo bem, é um ignorante, vou odiar você, mas se usa demais é um mal educado. Para esses eu reservo um adesivo de uniforme laranja, que é para combinar com aqueles prisioneiros árabes no Guantánamo, mas dar um ar gari ao réu.  Marinéia, uma aluna estranhíssima que se acha a Mônica Waldfogel, possui uma sacola de vírgulas Prada, comprada na Cidade do Leste, com a qual atira esses sinais à torto e a direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Um mais um, dois. No entanto, você foi bem mais longe. Se juntássemos essas vírgulas conheceríamos  vários planetas. Muito prazer, Sonda Marte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tenho, inclusive, repensado na existência de muitas coisas na vida, com mais calma. Quando leio uma redação desse personagem, esse da sacola Prada paraguaia, reflito sobre o  que uma pessoa elege para sua vida. Como eu fico triste quando constato que a Marinéia gosta de escrever, Sérgio Buarque! Fico vermelhíssima, sinto muita vergonha alheia, quase mudo de profissão e vou vender água de coco, que eu adoro. Também adoro pastéis grandes, desses da feira, aquela massa é muito gostosa, adoro a Dona Teresa, um abraço pra você. Mas a Marinéia não, quer ser jornalista, quer não, queria, coitada. Sofreu um acidente de carro recentemente, me sinto culpada, como ela não jogou umas quinze vírgulas na curva ninguém explica. Mas fico tranquila: pessoas assim não chegam nem ao inferno, quantas escalas teriam que fazer, imagine. O Diabo super ansioso e a pessoa descendo, aqueles, degraus, como, faço, pra, chegar, a,í, por, fa,vor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sempre apoiei a construção da &lt;em&gt;Carreterra Austral&lt;/em&gt;, mas não sou adepta do modernismo Pinochet. Sou uma pessoa muito ruim, mas espero não ter que matar à muitas outras para fazê-las escrever um texto decente, ou um país decente, se é que ensinar a escrever é possível, ou o segundo argumento também. Eu me sento nesta cadeira empoeirada, os livros esparramados pelas estantes, acreditem, sou desorganizada com eles. Vejo as histórias caírem aos montes, os personagens desenhando-se em todos os cantos da casa, minha cabeça velha sem aquele turbilhão de antes, a dignidade final dessa minha solidão. Só sei escrever assim, com minhas idéias soltas, fisgadas de um tal poço recôndito de onde saem muitas coisas, menos a minha vontade de permanecer nele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não sei por quanto tempo suportarei ver tantos livros perdidos, sonhos esquecidos, sondas marcianas e pessoas que levantam a voz para ocultar a falta de estudo. Não aguento meus alunos achando, tirando argumentos tão fedorentos que só podem ter saído das axilas. Não aceitaria um assassínio gramatical, sou tradicional e má, reitero, mas se a falta de concordância, de sintaxe e toda a gama léxica pudesse ser justificada por um argumento plausível, eu não gastaria tantos adesivos. Não que eu fosse sair daqui, mas talvez saísse menos do sério. Não frequento casas noturnas, pareço uma samambaia nesses lugares, fico aqui, com meus livros sussurando e minhas redações que andam pela hora da morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que não sou é professora de Geografia. Mas ontem, quando me perguntaram se os Estados Unidos ficam na mesma Terra que o Brasil, respondi que não, que não ficam, estão no mesmo planeta que você, alien, saiu. Não sabem onde é o triângulo mineiro, olhem só, o nariz do mapa, que vergonha; que São Paulo é nome de estado e cidade, e muitos, do fundo da alma, querem cursar engenharia espacial para construir uma nova ponte aérea, deve ser linda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Meus cabelos já estão brancos, minha pressão está na troposfera e me senti muito desamparada quando a Mercedes Sosa morreu. Às vezes acho que também estou morrendo, que dói tanto não poder falar de &lt;i&gt;La Negra&lt;/i&gt; à qualquer pessoa, que é um atentado à história não conhecer suas canções, dói saber que vi um ótimo filme, que li um ótimo livro e a única coisa que me resta é registrá-los aqui, senão aquele momento se vai e não posso compartilhar essa minha alegria com ninguém. Prefiro escrever, e, ainda que uma legião de ignorantes se materialize em minhas pernas por essas folhas, que eu gaste todos os divertidíssimos adesivos para nada, só por maldade e de tripudiadora que eu sou, eu consigo sorrir. Tenho minhas próprias solidões e angústias, cujo refúgio são minhas palavras, meu humor de gente ruim, grosseira, insuportável. Eu me abraço aos livros desorganizados, me derramo sob minhas canções que ninguém conhece ou ninguém gosta e, principal e diariamente, mantenho minha prosa feliz com a Dona Teresa e seus pastéis, tomando água de coco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-1621537473039748266?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/1621537473039748266/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=1621537473039748266&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1621537473039748266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1621537473039748266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/10/o-melhor-pastel-do-mundo.html' title='O melhor pastel do mundo'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-6599805710292887288</id><published>2009-10-04T12:10:00.003-03:00</published><updated>2009-10-05T11:44:42.739-03:00</updated><title type='text'>Ranitas y calzoncillos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Me gustaría manifestar mi rechazo y asco eterno a los anfíbios en general. No entiendo la dinámica de aquellos animales, ni la razón de que los testarudos insistieren en materializarse a menos de cien canchas de fútbol de mí. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;No acepto protestas. Un sapo es la cosa más fea que existe. El poeta Quintana dijo que era un burgués rechoncho tras una parranda en la noche. No entiendo a la gente que dice que un sapo horrendo es un bichito que nos hace bien. No lo es, no lo es. Quien dice la tontería de que un sapo es bueno para mantener la fauna equilibrada debería mirarse en el espejo. ¿Será esa la verdad? Me imagino que sea util para una fauna, en determinada parte. Pero para mí no lo es. Mi casa no tiene charcos, plaga de polillas, cucarachas de un metro de largo, colmenas gigantes e infelizmente, tampoco tiene culebras para devorar los sapos. Cuando, por casualidad, nos molestan los insectos, le agradecemos a Dios que ya exista el Baigon, el Protex, las culebritas de prender fuego y, recientemente, algunas galletitas Chernobyl que mi prima rusa me trajo, cuyo olor genera cancer y una debacle genética en todos los insectos de tu casa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sin embargo, existe una cosa aún peor que un sapo, que, en general, se va después de unas pipas en la boca y tras echarle unos cuantos kilos de sal. Y para quien se sienta herido en su consciencia ambiental, les aviso que es mejor que no siga leyendo este texto,  y no me digan que debería haberles avisado a ustedes desde antes. El texto es mío y les aviso cuando me de la gana. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Bueno, suelo lavar mis calzoncillos y estirarlos en el baño a secar, no importa la razón, mis hábitos higiénicos no serán discutidos. Al día siguiente, antes del baño, les echo un vistazo, tú sabes, a ver si ya se secaron, si tienen buen olor o están arrugados, etc. También me gusta acariciarlos, sentirles la textura, esas cosas. En fin, es una cuestión de estilo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Y andaba en esto, en mi sacro ritual, con mi calzoncillo cerquita de la nariz, erótico, besándolo, cuando algo profano se mueve allá adentro y se cae al piso, ante todo mi horror. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Me muero, me muero, me muero. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Era una ranita. Me atonté con el acontecimiento, para entonces inédito en mi vida.  ¡Mamá, besé una ranita! Estaba dentro de mi calzoncillo, ¡mamá! Cómo le extraño, y yo aquí, ¡hablándole a las paredes! ¿Cómo así, irónico? No me dio risa, no sea sarcástica. Por Dios, es frío, parece hielo, ¿no habrá venido de la Patagónia? Quisiera yo, Patagónia, allá no me encontré siquiera un sapito y mire que son muy felices, no hay ningún mosquito. ¿Cómo así, un calzoncillo va en el tendedero? Pues los míos los tengo en el bãno, ¡lejos de tanta maldad! Un día los puse allá afuera e hizo un viento, pero un viento, que mis calzoncillos caeran cerca de la cédula de identificación de Gilcilene Cazanueva, pobre Gil, tendrá que sacarse un duplicado, no la devolví, soy un monstruo, tiranosauro, ¡le prendí fuego anoche! De hecho, fue la primera mujer en entrar a mi calzoncillo,  no, mamá, usted no entendió la metáfora. Ya lo sé, no valgo nada, le prometo mejorar, hacerme hombre.Pero no es solamente eso, mamá. También había lombrices  voladoras en las baldosas de mi departamento, el tercer piso estaba lleno de lombrices, nadie me podrá creer, pero así era, no pondré mis calzoncillos al aire libre jamás en mi vida. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Y ahora, qué hago, hay un ser horrendo cerca de mí, creo que voy a poner el inmueble a la venta, ¡y todavía no he pagado ni la hipoteca! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;-Mátala. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;¡ ¿No, se ha vuelto loca?! Esos bichitos tienen alma, la abuela Semy decía, con mucha sabiduría, que si alguien mata una ranita se volverá ranita en  la próxima encarnación. No la mataré. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;-Toma un poco de  papel higiénico... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Ni con un rollo de ochocientos veinticinco metros. Es del ejército ruso, muy roja, seguro tiene un cañón de leche apuntando hacia mí. Apenas me acerque y Stalingrado volverá. ¿Mamá? La ranita saltó libremente hacia el living, se está alargando el imperio, ¡que hija de puta! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;-A lo mejor es czarista. Pronto llegará a Manchuria y no fuiste a dormir aún. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Tiene razón, paciencia y triunfarás, me tranquilizaré, no  puede estar tan mal así. Es un asco, es repugnante, es Bette Davis, pero vas a derrotarla. Listo, mamá, me puse la toalla,  por lo menos voy a pelear de manera decente, no quiero entrar desnudo a la historia; nadie va a acordarse de Gianecchini en un par de años, tampoco de Paulo Coelho, perdóneme, sólo quise satirizar, ese monstruo. Vuelva aquí, Dostovieskyna, sé que eres tú. No, no brincarás en el pantalón recién planchado. Listo, me da igual, tampoco me gustaba. No, ni se te ocurra alcanzar el mocasín de charol, ¡ni la copia de la Mujer Desnuda de Picaso que compré por equivocación en Irán! Y ahora ella avanza en dos zancadas hacia el cajón, no tendré más ropa, no se me cruza por la cabeza lavarlas, estarán infectadas de por vida. ¿Lejía limpia, mamá? No, mancha, debía saberlo. Alcohol limpia, hey, ¡limpia, quema, desgarra! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;-¡No vayas a prender fuego en el departamento, chico! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Lo haré. ¡Pero no tengo alcohol aquí! y ella avanza, anfibio de mierda, se va hacia mis ultimas gotitas de Chanel 5, ¡no! Espérame, ahora te voy a pegar, tú lo pediste, tú lo tendrás. Sí, soy malo. Me volví un gato, me acerqué, la aceché en puntillas, para no accionar las trampas rusas que seguro tenía consigo en las patas, y la tiré. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;-Que cobarde eres... no te costaba tirarla hacia afuera. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Está equivocada, mamá. Al comienzo ella se inmovilizó, mirándome por el rabillo del ojo, ojalá se ciegue. Tres rociadas y ella se sentiría en París, ¡ay, ay le gusto a alguien! Y yo que pensé que no  le gustaba a nadie, mira tú, ¡qué olor! ¡Mercy, mercy! Y se fue, desesperada puerta afuera, con la espalda quemándose de placer, te incendiarás toda cuando toques un cigarrillo, tres pisos abajo, deseé desde mi alma. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Mira má, le gané. No me lo puedo creer, si no fuera por usted, ¿qué haría yo? No, no me he vuelto loco, usted está aqui, ahorita estuvo, ¿le parece que iba a pelear con aquél dragón? Listo, volví al baño, abri la puerta, me muero. Hola, escoria de Darwin. Tú has vuelto. Sí, mamá, hay otra. El mundo se va a acabar en ranitas  y listo, no se puede hacer nada. Ay, Millôr, estoy de acuerdo, movimiento femenista sólo en comics y ranitas en el charco, agreguemos, por favor. La fuerza no me alcanza para tanto, mamá, ¿dónde está que ya no le escucho? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Sin embargo, la ranita estaba muy tranquila, a lo mejor sea una mina, pensé. Ya no tengo más vocabulario, se me agotó, le tiré un pusilánime y pronto no tendría ni para fea, tonta, pesada. Me cuesta encontrar palabras para todo. De niño, me gustaba ponerle nombre a las cosas, ¿se acuerda? Mi monito era tan chiquito, medio bruto, pero se perdona todo. Cuando se zambullió en la olla de grasa caliente no fue un accidente, mamá, no fue. Estaba huyendo de mí, el diablo de los animales, pues me había mordido el dedo y corrí tras él para vengarme, siempre he sido malo, pobre Lucio Flavio. A mí me gustaba más Mauricio Cavalcante, el perro de la vecina. Se veía tan lindo, saltaba incluso el muro de mi casa, mire, casi un gato. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Le gustaba a él, me lamía todo, siempre me gustó alimentar los bichos, darles cariño y todo, si son de los otros, mejor. Los míos era más feos, medio callejeros, ah, Nelson Rodrigues. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;No, no se lo he dicho, pero les giré a un nido de gatos en un morral hasta que se cagaran todos. Me costaba reconocerlos, diferenciarlos, eran todos muy parecidos, tengo muchísimo prejuicio, ¿dónde se ha visto una sociedad así? Salieran en la mierda, pilongos, y salí yo también, a buscar ciénaga para echarles arriba, pobrecitos, para quitarles el  mal olor. ¿Se acuerda de la lupa de papá? Era mi verdugo en Antchwitz, mi campo de concentración de hormigas hebraicas o demasiado revolucionarias, usted sabe, aquellas que encontramos al frente de la universidad, escuchando rock muy fuerte, ¿se acuerda? Las mataba a todas, les arrancaba las piernas  una a  una y después les dejaba la cabeza; pero primero les tostaba el cuerpito, ni pataleaban, jaja. No, mamá, no tengo nada en contra el rock , la verdad es que me da igual. Usted sabe, es una referencia medio tonta, principalmente cuando no se entiende lo que  nos dicen. Siempre he preferido Marisa Monte, João Gilberto, Ney, Clara Nunes. Hoy día me gusta Mercedes Sosa, Soledad Pastoruti, Aymama, pero porque ya entiendo el español. El hecho de escuchar rock se ha hecho simnónimo para uno dejarse crecer el pelo y ponerse aquellas remeras horrendas de Nirvana, hasta las rodillas. Y esto cuando no se tiñen el pelo de verde-naranja-terror y  parecen aquél monstruo de Hopi Hari, que necesita urgente una hidratación. No, nadie se acuerda de Woodstok, ¿usted se ha vuelto loca? Si les pregunta dirán que son papas fritas, o entonces una plaza abandonada, como usted es anticuada,  mamá; me falta decir que también le parece cursi el rock. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Nada en contra de los clásicos. No, no  hay problema que a usted le guste Machado de Assis,  pero cuando alguien me dice que el mejor libro que ha leído es Memórias Póstumas de Brás Cubas me dan ganas de tirarme a la Laguna de los Patos. Que cosa fácil, que les guste Machado, yo lo amo,  pero no cualquiera se lleva ese derecho; por ahí ni lo leyó, y si lo leyó no significa que lo entendió, como es pop, les cuesta poco citar algunas cosas. Sí, muchos conocen a Fernando Sabino, gracias a Dios, apenas me entero y voy marcando cita con quien me habla de él. Soy muy facil, usted sabe, de aquellos que sólo dicen sí, ay, esa carencia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;¡Cómo extraño al pan de queso, el olorcito a la mañana del domingo! Cuando me despertaba y no le daba un beso, cuando nuestro amor se resumía en un canje tácito de gestos, de bandeja caliente sobre  la mesa, de buen día con la mirada, una felicidad sin risa. A lo mejor usted ya le había pegado con una escoba a esta desgraciada, o la hubiera tomado con la mano, perdóneme, pero usted solía hacer unas cosas asquerosas. Nunca entendí como se le ocurría ponerle la mano a la carne, era una cosa muerta, mamá, Dios, y tampoco como lavaba los baños, qué horror, el  inodoro. Como era de dificil ser mi mamá, como era de rico ser tan insoportable para usted. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"&gt;El demonio todavía me miraba. Yo de toalla, en el baño. A mí me gusta que salten a mi pecho, pero si se te ocurre hacerlo, tengo un enfarte, inmoral. Calzoncillos en el baño nunca más, pensé, siempre tiene la razón, mi mamá. Pero ya me sentía tan tranquilo que no le rocié perfume, ni corrí tras ella, ni le grité: ella se dio media vuelta y, aunque a regañadientes, se fue por una grieta en la ventana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-6599805710292887288?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/6599805710292887288/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=6599805710292887288&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6599805710292887288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6599805710292887288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/10/ranitas-y-calzoncillos.html' title='Ranitas y calzoncillos'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-768655370099003660</id><published>2009-09-25T08:54:00.002-03:00</published><updated>2009-09-26T16:41:25.984-03:00</updated><title type='text'>Perereca na Cueca</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 15px;font-family:arial,helvetica,clean,sans-serif;font-size:13;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; line-height: 15px;font-family:arial,helvetica,clean,sans-serif;font-size:13;"  &gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Gostaria de manifestar meu total repúdio e asco eterno aos anfíbios em geral. Não entendo o funcionamento daqueles bichos, nem o porquê deles insistirem em aparecer a menos de cem campos de futebol de mim. Não é por nada não, é por tudo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nem vem que não tem. Sapo é a coisa mais feia que existe. O próprio Quintana falou que era um burguês balofo depois de uma noite de farra. Eu não entendo as pessoas que acham que um sapo feio é um bicho bonzinho. Não é, gente, não é. Quem fala aquele negócio de que sapo come os bichinhos e que mantém a fauna equilibrada devia olhar para o próprio umbigo. Ele pode até ser útil para uma fauna, em determinado lugar. Mas pra mim não é. Minha casa não tem brejos, enxames de vespas, baratas d'água, colméias gigantes e, infelizmente, cobras para comer os sapos. Quando por ventura aparecem alguns insetos indesejáveis damos graças a Deus por existir o Baigon, o Protex, as cobrinhas incendiárias e, mais recentemente, algumas bolachas Chernobyl que minha prima russa trouxe,  que promovem a decadência genética e cancerígena de todos os tipos de insetos da sua casa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas existe uma coisa pior do que o sapo, que; em geral, depois de um maço ruim de Derby e uns cinco quilos de sal você elimina. E quem se sentir ferido em sua consciência ambiental aqui é melhor nem ler, e não me digam que eu deveria  ter avisado antes. O texto é meu e eu aviso quando eu quiser. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Estou acostumado a lavar minhas cuecas e pendurá-las no banheiro para secar, não importa o motivo, meus hábitos higiênicos não vem ao caso. No outro dia, antes do banho, dou uma conferida, você sabe, para ver se já secou, se está cheirosa ou enrugada, etc. Também gosto de apalpá-las, sentir a textura, essas coisas. Enfim, é uma questão de estilo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pois eu estava no meu sagrado ritual, com a cueca bem próxima ao nariz, erótico, beijando-a, quando algo profano se move lá dentro e vai direto pro  chão, para todo o meu horror.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Que nojo, que nojo, que nojo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Era uma perereca. Fiquei embasbacado com o acontecimento, até então inédito em minha vida. Mãe eu beijei uma perereca. Estava dentro da minha cueca, mãe! Que saudade da senhora, eu aqui falando com quatro paredes. Como assim, irônico, não tem graça nenhuma, não seja sarcástica. Pelo amor de Deus, aquilo é frio, beijei gelo, terá vindo da Patagônia? Quem me dera, Patagônia, lá eu nunca vi nenhum sapinho sequer e olha que eles são muito felizes, não tem mosquito algum. Como assim, cueca fica é no varal? A minha fica é no banheiro, segura de tanto mal! Um dia eu pus lá fora e veio um vento, mas um vento que minhas cuecas pararam do lado da carteira de identidade da Gilcilene Caçanova, coitada da Gil, vai ter que tirar a segunda via, não entreguei, sou um monstro, tiranossauro , fiz gude-gude à noite. Foi a primeira mulher a entrar na minha cueca, a senhora não entendeu a metáfora. Eu sei, não valo nada, prometo ser mais gente, melhorar, criar tipo. Mas não é só isso, mãe. Também tinha algumas minhocas aéreas, o chão do meu apartamento, no terceiro andar, estava repleto de minhocas, ninguém acredita, mas estava, não ponho cueca ao ar livre nunca mais na vida. E agora o que eu faço, tem um ser hediondo aqui comigo, acho que vou colocar o local nos classificados; e eu que que nem comecei a pagar a hipoteca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Mata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não, a senhora está louca? Esses bichinhos tem alma, a vó Semy dizia, sapientíssima, que quem matar uma perereca volta perereca na próxima encarnação. Não mato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Pega com um papel higiênico...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nem com um rolo de oitocentos e vinte e cinco metros. É do exército russo, bem vermelha, aposto que tem um canhão de leite apontado para mim. É só me aproximar e &lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Stalingrado &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;retornará. Mãe?! A perereca acaba de saltar livremente em direção à sala, está aumentando  seu império!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Vai ver é czarista. Daqui a pouco chega à Manchúria e você nem foi dormir ainda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Tem razão, paciência e você triufará, é só ficar tranquilo, não pode ser tão horrível assim. É nojento, é um asco, é Bette Davis, mas você vai vencer. Pronto, mãe, pus uma toalha, pelo menos vou lutar de maneira decente, não quero entrar nu pra história; ninguém lembrará do Gianechini em um par de anos, nem do Paulo Coelho, desculpa, eu só quis alfinetar, esse monstro. Volte aqui, Dostovieskyna, eu sei que é você. Não, você não pularia naquele brim passadinho. Pronto, eu também não gostava dele, nem no mocassim envernizado, nem daquela cópia da &lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mujer desnuda&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; do Picasso que comprei por engano no Irã!!! E agora ela marcha frenética pela gaveta, não terei mais roupa, é inconcebível lavá-las, estarão para todo o sempre infectadas, quiboa limpa, mãe? Não, mancha, devia ter imaginado. Álcool limpa, ei, limpa, queima, estraçalha!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Não vá botar fogo no apartamento, menino!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Boto sim senhora. Só que não tenho álcool aqui, aiaiai, e ela avança, a filha da puta, em direção às minhas últimas gotas de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Chanel 5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, não! Espera, agora você vai ver, você quer, você vai ter. Sim, eu sou cruel. Encarnei um gato, cheguei com passos silenciosos pra não acionar as armadilhas russas que, seguramente, ela devia ter nas patas. E joguei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Que covardia...era só pegar o bichinho e jogar fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Que nada. A princípio ela ficou parada, me olhando torto, tomara que cegue. Três borrifadas e ela se sentiria em Paris, ai, gente alguém gosta de mim! Eu achei que ninguém gostava de mim, olha pra você ver, que cheirão! &lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mercy, mercy&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;! E foi, desesperada porta afora, as costas queimando de prazer, vai se incendiar quando tocar uma bituca de cigarro, três andares abaixo, desejei do fundo da alma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Olha mãe, eu venci. Nem acredito, se não fosse a senhora, o que eu faria? Não, eu não estou ficando louco, a senhora está aqui, agorinha mesmo, imagine, eu enfrentando um dragão daqueles. Pronto, voltei pro banheiro, abri a porta, morri. Oi, escória de Darwin. Você voltou. Sim, mãe, tem outra. O mundo acabará em pererecas e pronto, não se pode fazer nada. Ai, Millôr, concordo com você, movimento feminista é nos quadrinhos e perereca é no brejo, acrecentemos, por favor. Força pra tanta coisa assim eu não tenho, mãe, cadê você que não lhe ouço mais? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Só que desta vez ela ficou estranhamente quieta, deve ser uma mina, pensei. Já não tenho mais vocabulário, esgotou, lancei um pusilânime e logo cairia no feia, boba, chata. É difícil encontrar palavra pra tudo. Quando eu era pequeno inventava nome para as coisas, lembra? Meu miquinho era tão bonitinho, meio burro, mais se perdoa tudo. Quando ele pulou na panela de gordura quente não foi um acidente, mãe, não foi. Ele estava fugindo de mim, tinha mordido o meu dedo, corri atrás dele pra me vingar, sempre fui malvado, coitado do Lúcio Flávio. Eu gostava mesmo é do Maurício Cavalcante, o cachorro da vizinha. Era tão lindo, pulava até o muro lá de casa, olha pra você ver, um gato, praticamente. Ele me adorava, me lambia todo,  sempre gostei de alimentar os bichos, fazer carinho e tudo, acho que no dos outros, assim melhor. O meu era mais feio, era meio vira-lata, ah, Nelson Rodrigues. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não contei pra senhora, mas rodei uma ninhada de gatos numa bolsa até eles se borrarem todos. Tinha dificuldade de reconhecê-los, eram todos muito parecidos, sou muito preconceituoso, onde já se viu sociedade assim? Saíram na merda, trôpegos, eu sai também, pra buscar barro e jogar encima pra neutralizar o fedor. Sabe aquela lupa do papai? Era meu carrasco em &lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Antchwitz, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;meu campo de concentração de formigas hebráicas e ou ''revolucionárias'' demais, daquelas que a gente encontra na porta da faculdade, ouvindo rock pesado, sabe? Eu matava todas, arrancava perna por perna e depois deixava a cabeça; mas primeiro tostava o corpinho, nem se esperneavam, ha-ha. Não, mãe, não é contra o rock em si que tenho rixas. Você sabe, é uma referência meio burra, principalmente quando não se entende o que eles nos dizem. Sempre preferi a Marisa Monte, o João Gilberto, o Ney, a Clara Nunes. Hoje em dia a Mercedes Sosa, a Soledad Pastoruti, mas é porque eu já entendo espanhol. O fato de ouvir rock virou sinônimo pra deixar o cabelo crescer e usar aquelas camisas horrorosas do Nirvana, até o joelho. Isso quando não pintam o cabelo de verde-laranja-terror, e parecem aquele monstro do Hopi Hari, precisando de uma hidratação no cabelo. Não, ninguém lembra de Woodstok, a senhora enlouqueceu? Se perguntar isso hoje vão lhe dizer que é uma batata frita, ou então nome de praça abandonada, como a senhora é antiga; só falta me dizer que também acha o rock jururu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nada contra os clássicos, mãe. Não, não tem problema que a senhora goste do Machado de Assis, mas quando alguém aqui me fala que o melhor livro que leu é Memórias Póstumas de Brás Cubas, eu tenho vontade de me jogar na Lagoa dos Patos. Que coisa fácil, gostar do Machado, eu amo ele, mas não é qualquer um que tem esse direito não; vai ver nem leu, e se leu não significa que entendeu, como é pop, como é fácil citar algumas coisas. Sim, muitos conhecem o Fernando Sabino, graças a Deus, vou logo marcando encontro com quem me fala dele. Sou muito fácil, a senhora sabe, daqueles que só dizem sim, ai, essa carência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Que saudade daquele pão de queijo, daquele cheiro no domingo de manhã! Quando eu me levantava e não lhe dava um beijo no rosto, quando o nosso amor se resumia numa troca tácita de gestos, de bandeja quente em cima da mesa, de bom dia com o olhar , uma felicidade sem riso. Vai ver a senhora já teria dado uma vassourada nessa desgraçada aqui, ou pegado com a mão, me desculpa, mas a senhora fazia umas coisas nojentas. Nunca entendi como tinha coragem de pôr a mão na carne vermelha, aquilo estava morto, meu Deus, nem como lavava os banheiros, que horror, as privadas. Como era difícil ser minha mãe, como era gostoso ser tão impossível pra senhora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0px; padding: 0px; line-height: 1.2em; outline-style: none; display: block; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-style: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Aquela coisa ainda olhava pra mim. Eu de toalha, no banheiro. Eu gosto que pulem no meu peito, mas se você pula eu tenho um enfarto, escrota. Cueca no banheiro nunca mais, pensei, sempre com a razão, minha mãe. Mas já me sentia tão leve que não borrifei perfume, nem corri atrás, nem gritei: ela só deu meia volta e, à contragosto,  se foi por uma fresta da janela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-768655370099003660?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/768655370099003660/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=768655370099003660&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/768655370099003660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/768655370099003660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/09/perereca-na-cueca_1495.html' title='Perereca na Cueca'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-8176587720377037580</id><published>2009-09-19T09:26:00.004-03:00</published><updated>2009-09-19T09:35:32.637-03:00</updated><title type='text'>La verdad sobre mi cumpleaños</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; Hay que decir que la pase bien y listo. No hace falta inventar mucho, sólo se saluda y ya está. A mí nunca me gustaron los cumpleaños. En general, esa fecha suele marcarse por tragedias de toda suerte y desgracias varias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;No es sólo el hecho de volverse viejo, lo que ya me desgarra y me mata por dentro, sino que todas las personas molestas que no tienen nada que ver con nosotros, que no han participado ni llamado (y gracias a Dios) de nuestra vida y, muy cinicamente, dispara a los tuyos y a los míos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Desapareciste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;¿Cómo así, desapareciste? Bueno, hay que tener en cuenta que no nos hablábamos desde el primer grado, cuando me llamabas ¡Difunto!, hijo de puta, no te haces una idea de lo traumatizado que quedé! Que mierda es escuchar tu voz otra vez, ¡que Lúcifer te destruya en los infiernos! Pero le digo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Ajá...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Feliz cumpleaños.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Ya...gracias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Te envié un mensajito en el orkut. No me lo contestaste.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Bueno y tengo que explicarte ¿porqué no me gustas? No le envío ni a mí mamá, no te lo enviaría a ti, bruto. Además, ¿cómo encontraste mi orkut? ¡Dios!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Chau.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Y ustedes dos se quedan para el próximo año, es algo tácito, seguro que él te va a llamar, te va a hablar todo lo que no te gustaría oír, va a enviarte correos con contenidos juzgables y dudosos cuyas entrelíneas te van a recordar las vergüenzas que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;te hizo sufrir en la infancia. Porque Gordo, Chamito y Mocoso, todo bien. Pero Difunto es demasiado. Tampoco tenía tantas ojeras. A propósito, ¿cuándo la gripe porcina va a alcanzar a mi ciudad y va a matar a todas las personas que no me gustan? Decidí llamar a un amigo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Cleiton, ¡voy a ser muerto el resto de la vida! ¡Qué tristeza!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-No es cierto. Hoy te quedas más cercano de tu futuro estado de putrefacción.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-¿Ya tuviste apodo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Mi nombre no se lo permite. Siempre fui medio neutro...pero la verdad es que sempre quise tener uno...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;-Mocoso ya es abogado. Chamito se volvió profesor, nadie los conoce por el nombre, mientras que Gordo va a ser gordo el resto de la vida y fíjate que ya es flaco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;La mejor cosa a hacerse es neutralizar la situación, admnistrando recaditos y&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;llamadas incontestables en esta fecha infernal. Ya me quemé el ojo, me caí en un pozo, me rompí el diente, me quedé dormido en las vias del tren, todo,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;por casualidad, en esta fecha apocalíptica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Hasta Hitler coordinó la invasión&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;a Polonia, hace exactamente setenta años. Lo bueno está en poder reescribir todo eso, y hoy, muy lejos de casa y de cualquier intento maldito de familiares desagradables, me gustaría cambiar los efectos colaterales de tantos años de tragedias variadas. Porque hoy el Carajito Cojo no me llama, ah, no me llama. Y entiendan la razón del&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;teléfono apagado, gracias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"   style=" mso-ansi-language:ES;font-family:Arial;font-size:14.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"   style=" mso-ansi-language:ES;font-family:Arial;font-size:14.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-8176587720377037580?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/8176587720377037580/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=8176587720377037580&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/8176587720377037580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/8176587720377037580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/09/la-verdad-sobre-mi-cumpleanos.html' title='La verdad sobre mi cumpleaños'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-1979274396960536306</id><published>2009-09-15T17:51:00.001-03:00</published><updated>2009-09-15T17:53:50.208-03:00</updated><title type='text'>Soñadores</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;Sombras en la cortina de seda negra. Colores, espejos y piel: ella estaba desnuda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Pasá. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Listo, acá tenés la plata. &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;Me voy a acostar&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;, que la &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; line-height:150%"&gt;pase bárbara.&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Que bueno que viniste&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;. El cabeza de rodilla de los miércoles me cae bastante para el orto&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;. Ayer vi &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;una&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt; película y me inspiré, Volver. Seguro que el freezer &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;tendría&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt; compañía a la mañana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Bueno, ya no me alcanza la plata para el hotel. Y las frazadas, ni  hablar, ¡Dios! &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; line-height:150%"&gt;Anoche encontré media&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; cucaracha, mirá vos, media, pobre cucaracha, qué horror! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Acá sos bienvenido. La gente me ve como tonta, pero les pregunte a ellos si se les ocurre quién &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;incendió&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; Roma, a ver si lo saben. ¡No lo saben!  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Yo lo sé. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Sé que lo sabés. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; line-height:150%"&gt;Sé cuan difícil es ver lo que otros no ven&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;. Y vos, &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;te volviste puta por accidente? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;Y vos, te volviste marica porque te caíste en la escalera? Estas cosas no se preguntan, carajo, y yo que pensaba que te conocía. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Perdonáme, es tan solo una expresión. ¡&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;No te enojes! &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;Sabés que te quiero. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;Cómo andás? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Las cosas van muy bien. He escuchado unas leyendas en la universidad. Hay un arco gigante &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 13.0pt;line-height:150%"&gt;justo en&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; la entrada. Dícese que si alguien entra y sale virgen de allá, se caerá el arco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Mirá,y el contrario, &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;qué pasaría? Porque cuando &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;vos&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; salgas de allá, seguro que el mundo va a acabarse en arcos. ¡El imperio de los Arcos Unidos! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;- ¡Y habló la tonta, pobre tonta! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-No tengo buena memoria, no &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;recuerdo &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;bien de lo que pasó cuando salí de allá. Pero no se cayó, ahora entiendo. Hace un par de días, de salida de este bulo, arranqué el auto y conduje &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;por la Acampamento&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;. Cuando frené en el semáforo, se cayó todo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;Te caíste? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-No, las compras del Carrefour. Se me &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;había olvidado las bolsas encima&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; del auto, ¡Dios! &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Creo que tengo buena memoria. &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%"&gt;Recuerdo las bandas sonoras de Jean Jeunet, el color de los labios de Carmen Maura, la &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:11.0pt;line-height:150%;font-family:Verdana; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;sutileza &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%"&gt;de los poemas de Fellini... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Bueno, con este trabajo me volví más selectiva, &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana; color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;no? Me acuerdo bien es del morocho del edificio Núcleo Antártico. El tipo era espiritista , mirá lo perversa que soy. Te podés imaginar un espiritista experto en Antártida? &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;A lo mejor fue él quien amedrentó&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%;color:red"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;a los japoneses en la península de Valdés. ¡Ay, João Gogô! ¡Cómo &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height: 150%"&gt;quería yo&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; a aquél hombre! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Veo que nadie te va a ganar, nadie. A mí me gustan los morochos, pero no he &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; line-height:150%"&gt;visto uno&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; tan “receptivo” como el tuyo, jamás. Igual me gustan los rubios, los negros, los blancos, los pelirrojos... &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height: 150%"&gt;y en cuanto a mujeres&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; me gustás vos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Tampoco soy una Afrodita, pero gracias. Y vos, &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana; color:black"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;estás contento con las clases? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; line-height:150%"&gt;La&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; Universidad es la concentración de cuadrados por metros cuadrados más grande que he visto en mi vida. Sabés que el tiempo nos desilusiona de algunas cosas... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Igual me pasó a mí, &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;yo&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; pensé en desistir también. Pero te tengo a vos, estoy bien así. Mirá,&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family:Verdana;color:black"&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;¿&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; viste la nueva película de Almodóvar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Me la descargué desde la internet. Tenía como setecientos megas. Creo que algún Bertolucci del pantano la filmó desde el cine. Se parece a &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;una&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:red"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;transmisión de GESTAPO. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Deberían arrestarles. Si yo pudiera, le pegaba una patada en la cara de quien lo hizo y por cada mega que estos hijos de puta te &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;hacen&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:red"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;descargar. Total de siete mil patadas y 1001 noches &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;en&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt; Guantánamo… se van a volver Sherazade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-Me ha dado sueño… &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt; mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black;mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Coração, vem dormir comigo,  vem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size: 13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-&lt;i&gt;Vous habitez dans mon coeur&lt;/i&gt;! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;-A veces creo que solo te tengo a vos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt;Se quedó dormido. Ella sentiría un par de lágrimas, sus piernas entrelazadas en las de él, los senos protegidos al calor de aquellos brazos fuertes&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size: 14.0pt;line-height:150%"&gt;.&lt;span style="color:red"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;line-height:150%"&gt;Ya dormía&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:black"&gt; cuando, susurrando, el viento abrió las cortinas y desparramó las  tres sonrisas por la noche.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-1979274396960536306?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/1979274396960536306/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=1979274396960536306&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1979274396960536306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1979274396960536306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/09/sonadores.html' title='Soñadores'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-3243172952454003309</id><published>2009-08-31T17:54:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T09:29:14.750-03:00</updated><title type='text'>A verdade sobre o meu aniversário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que qualquer um tem que falar é parabéns mesmo. Nada de inventar muito, é só desejar felicidades e pronto. Eu nunca gostei de aniversários. Em geral, essa data é marcada por tragédias e desgraças variadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é só o fato de ficar mais velho, o que por si já é hediondo e estarreceddor, mas também por gente que não tem nada a ver com a gente, que nunca participou (graças a Deus) de nossa vida e, muito cinicamente, solta aos seus e aos meus ouvidos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você sumiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como assim, sumiu? Afinal, não conversamos desde a primeira série do primário, quando você me chamava de Defunto, filho da puta, imagine o trauma que eu fiquei! Que horrível ouvir sua voz de novo, que Lúcifer o possua nos infernos! Mas eu solto:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Ah...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Parabéns.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tá...obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Mandei um recado no seu orkut. Você não respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tá, e eu tenho que lhe explicar que não gosto de você? Não mando nem pra minha avó, não mandaria pra você, antílope. Aliás, como me achou no orkut, meu Deus!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Tchau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E fica aquela promessa de que no ano que vem ele vai lhe ligar, vai querer falar tudo que você não quer ouvir, vai lhe mandar emails de conteúdos absolutamente duvidosos cujas entrelinhas lhe fazem lembrar àquela vergonha que ele fez você passar na infância. Porque Gordo, Magrão, Batateiro e Capa-Gato, vá lá. Agora Defunto não dá. Eu nem tinha tanta olheira assim, aliás, quando a gripe suína vai chegar à minha cidade e matar todas as pessoas que eu odeio? Resolvi desabafar com um amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cleiton, vou ser Defunto a vida inteira!!! Ai, que tristeza!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não vai. Hoje você só fica mais próximo do seu futuro estado de putrefação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você já teve apelido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Meu nome não dá margem para tanto. Sempre fui meio neutro, nem muito aqui nem muito lá. Na verdade, eu sempre quis um apelido....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O Batateiro hoje é advogado. O Capa-Gato virou professor....ninguém os conhece pelo nome. E tem o Gordo que vai ser Gordo o resto da vida. E hoje ele é magro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O melhor a fazer é neutralizar a situação e agir como um mediador de conflitos e recadinhos, além de fugir de tudo e de todos nesta data infernal. Já queimei o olho, já caí na cisterna, já quebrei o dente, já dormi na linha, tudo, coincidentemente, nesta data apocalíptica. Até o Hitler ordenou a invasão à Polônia, há exatos setenta anos. Ainda bem que a gente pode reescrever tudo isso, e hoje, muito longe de casa e de qualquer tentativa diabólica de parentes desagradáveis, eu gostaria de mudar os efeitos colaterais de tantos anos de tragédias variadas. Porque hoje o Caçambão da Laje não me liga, ah, ele não liga. E entendam o motivo do telefone desligado, obrigado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-3243172952454003309?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/3243172952454003309/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=3243172952454003309&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/3243172952454003309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/3243172952454003309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/08/verdade-sobre-o-meu-aniversario.html' title='A verdade sobre o meu aniversário'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5376186002780036126</id><published>2009-08-13T14:49:00.004-03:00</published><updated>2009-08-14T16:01:43.577-03:00</updated><title type='text'>Os sonhadores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SoRSS3ONZnI/AAAAAAAAAEA/6FJ0n7K0trg/s1600-h/dreamers2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 260px; display: block; height: 195px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369507139747145330" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SoRSS3ONZnI/AAAAAAAAAEA/6FJ0n7K0trg/s320/dreamers2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Silhueta se pinta na cortina de renda preta.Ela estava nua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal" face="verdana"&gt;-Entra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-Pronto, o seu dinheiro está aqui. Vou deitar bem ali, boa noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-Que bom que você veio. Não aguentava mais o aeroporto de mosquito que vem todas as quartas. Ontem eu vi Volver e fiquei inspirada. No mínimo jogaria um pinto no frigobar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já eu, não aguento mais pagar hotel. E aquelas colchas então, meu Deus! Achei meia barata ontem, olha pra você ver, meia, coitada dessa barata, que horror!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-Aqui você é bem vindo. A maioria me trata como burra, mas vai ver se alguém sabe que não foi César que pôs fogo em Roma, não sabe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;-Eu sei que você sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="verdana" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;-&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sei que é ser difícil ver o que os outros não vêem. E você, virou puta por acidente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="verdana" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;-E você, virou bicha porque caiu da escada? Essas coisas não se perguntam, meu filho, e eu que achava que lhe conhecia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Força de expressão, eu não coloquei assim, você sabe, meu bem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Como vão as coisas?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Tá tudo bem. Ouvi algumas lendas na universidade. Tem um arco enorme na entrada, dizem que se alguém entra e sai virgem de lá o arco cai.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Gente e o contrário, o que acontece? Porque quando você sair de lá o mundo vai acabar em arcos. O império dos Arcos Unidos!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Olha só quem está falando.Olha só quem está falando.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;-Não tenho boa memória, não me lembro bem o que houve quando eu saí. Cair não caiu, agora entendo. Esses dias estava saindo desse bordel, peguei o carro e desci a Acampamento. Quando parei no semáforo caiu tudo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Você caiu?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Não, as compras do Carrefour. Deixei as sacolas em cima do carro, meu Deus!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Já eu tenho boa memória. Lembro da música dos filmes do Jean Jeunet, a cor do batom da Carmem Maura, a sutileza dos poemas do Fellini...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Com esse trabalho aprendi a selecionar, né? Lembrar mesmo é do mulato do prédio do Núcleo Antártico. Era pai de santo, olha pra você ver como são as coisas. Já imaginou um pai de santo fazendo pesquisa na Antártida? Vai ver foi ele que amendontrou os japoneses na península de Valdés. Ai, meu João Gogô! Como eu amei aquele homem!!!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Ninguém bate você, ninguém! Eu gosto de mulatos, mas nenhum tão ''receptivo'' quanto o seu. Também gosto de loiros, negros, brancos, ruivos...e de mulher eu gosto é de você. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Não sou nenhuma Afrodite, mas obrigada. E você, empolgado com as aulas?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Universidade é a maior concentração de quadrados por metro quadrado, falando eufemisticamente. Você sabe que com o tempo a gente desiste de algumas coisas...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Já pensei em desistir também. Mas tenho você, sou feliz assim. Escuta, e o novo filme do Almodóvar?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Eu puxei da internet. Tinha setecentos megas. Algum Bertolucci do brejo o filmou no cinema. Parece transmissão da Gestapo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Essas pessoas deveriam ser presas. Se eu pudesse, dava dez tapas na cara de quem fez e isso por cada mega que a pessoa lhe fizesse baixar. Total de sete mil tapas na cara e mil e uma noites no Guantánamo. Vai virar a Sherazade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-Estou ficando com sono. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Corazón...vení a dormir conmigo, vení&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vous habitez dans mon coeur!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;Às vezes eu acho que só tenho você...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Ele dormira, exausto. Ela sentiria um par de lágrimas, suas coxas entrelaçadas nas dele, os seios fartamente protegidos por aquele braço forte. Já dormia quando, sussurrando, o vento abrira as cortinas e explodira os três sorrisos pela noite.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5376186002780036126?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5376186002780036126/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5376186002780036126&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5376186002780036126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5376186002780036126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/08/os-sonhadores.html' title='Os sonhadores'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SoRSS3ONZnI/AAAAAAAAAEA/6FJ0n7K0trg/s72-c/dreamers2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-311071168768137659</id><published>2009-06-19T13:00:00.001-03:00</published><updated>2009-06-19T13:02:52.436-03:00</updated><title type='text'>Lima</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sju2HcnLObI/AAAAAAAAADo/tvJSrpCC2Gw/s1600-h/argentina+bandeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 60px; height: 40px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sju2HcnLObI/AAAAAAAAADo/tvJSrpCC2Gw/s320/argentina+bandeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349069221488441778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-Disculpe ¿Dónde tomo un bus hasta Miraflores?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-¿Cómo? ¡¿Bus?!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-¿Qué pasa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-Seguramente les van a robar las mochilas y ustedes no van a llegar hasta allá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-¿Hay un metro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-Lo están construyendo. Creo que va a tardar un par de años para que llegue acá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-Ajá… ¿y usted quiere que espere que terminen las obras?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;-Bueno, ustedes elijen. Si quieren tomar un taxi, no hay problema. Pero ni se les ocurra tomarlo allá afuera, pues los pueden raptar…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;Así es el servicio de informaciones del aeropuerto de Lima. Una tragedia. Un rato más y vimos que la piba esa quizá tuviera razón. Con 9 millones de habitantes, Lima no tiene trasporte público. Lo que hay es insuficiente, primitivo. Vos mirarías tu Wolks de 1970 con orgullo. Unos autos chicos se encargan de transportar a la gente: son sucios, atiborrados e inseguros. Nadie respeta los semáforos, los conductores hacen paradas en las esquinas y les hacen a las personas que suban o bajen a los saltos, con el cole en movimiento. Yo lo sé porque anduve en esos vehículos del demonio. ¡Yo anduve!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Miraflores es un barrio distinto de Lima. Tiene calles hermosas, bares alternativos, es muy limpio. Pero tampoco me ahogué con la cultura de allá. Sin embargo, mejoré un poco mi mirada sobre la ciudad. Comí ají de gallina (pollo desmenuzado con salsa de ají, pan y lecha disuelta; muy rico, acompañado de unas papas hervidas), tomé jugo de choclo morado (chifa morada), pero ni se me cruzó por la cabeza comer el conocido ceviche, que un pescado con marisco cocinado sólo con limón.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Una vez en Miraflores, está bueno que te vayas al Mercado Inka. Las mejores artesanías de Perú están ahí. No vale la pena comprarlas en Cusco, pues ahí las cosas son más desorganizadas para la adquisición de artesanías. Aunque la mayoría de las cosas vengan de allá, vale la pena comprarlas, en Miraflores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fin, estuve algunos días en Lima y, a pesar de haber sido muy bien recibido por un amigo, no tengo buenos recuerdos de la ciudad. Ni el mar está libre de la desgracia total: es tan limpio como el Riachuelo de Buenos Aires. No tengo nada en contra de los peruanos: conocí personas re educadas y simpáticas. Gente muchas veces miserable, conviviendo con uno de los gobiernos más corruptos del mundo. Si no tenés paciencia para ver todo eso, andate lo más pronto posible a Cusco. De esta forma, no tenés que escuchar tu sentencia de muerte en el aeropuerto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-311071168768137659?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/311071168768137659/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=311071168768137659&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/311071168768137659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/311071168768137659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/06/lima_19.html' title='Lima'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sju2HcnLObI/AAAAAAAAADo/tvJSrpCC2Gw/s72-c/argentina+bandeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5130035282025976382</id><published>2009-06-09T16:09:00.003-03:00</published><updated>2009-06-09T17:30:29.019-03:00</updated><title type='text'>Lima</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Si7FXMAbjKI/AAAAAAAAADY/5UzIoH0pR4I/s1600-h/DSC03192.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Si7FXMAbjKI/AAAAAAAAADY/5UzIoH0pR4I/s320/DSC03192.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345426809886051490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Onde eu pego o ônibus até Miraflores?&lt;br /&gt;-Como assim? Ônibus?!&lt;br /&gt;-Uai, por quê?&lt;br /&gt;-Eles vão roubar suas mochilas e você não vai chegar até lá.&lt;br /&gt;-Tem metrô?&lt;br /&gt;-Estão construindo um. Vai demorar alguns anos pra chegar aqui.&lt;br /&gt;-Você quer que eu espere?&lt;br /&gt;-A escolha é sua. Se quiser pegar um taxi, fique à vontade. Só não pegue lá fora que tem alguns que são sequestradores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o serviço de informaçoes do aeroporto de Lima. Uma tragédia. Pouco depois, vimos que a garota talvez estaria falando sério. Com 9 milhoes de habitantes, Lima não tem transporte público. O que tem é incipiente, insuficiente, primitivo. Você teria orgulho do seu Fiat 147. Pequenas vans fazem o trabalho: sujas, lotadas, inseguras. Passam nos sinais vermelhos, fazem paradas nas esquinas, fazem as pessoas saltarem em movimento. Eu sei porque eu andei!!! Eu andei!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miraflores é um bairro diferente de Lima. Tem ruas charmosas, bares alternativos, é limpo. Não respirei cultura lá, mas pude melhorar um pouco a minha visão da cidade. Fui bem aprensentado à comida do Peru. Comi ají de galinha ( frango desfiado com molho de ají com pão e leite dissolvido, uma delícia, acompanhado de umas batatonas cozidas), bebi suco de milho roxo ( chifa mora), mas não me atrevi a comer o famoso ceviche, que é um peixe cozido no limão com cebolas e frutos do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa opção pra quem tá é Lima é ir no Mercado Inka, e nos próximos a ele,  em Miraflores, comprar os maravilhosos artesanatos do Peru. Não deixe pra comprar em Cusco, que é mais desorganizada nesse sentido. A maioria das coisas vem de Cusco, mas vale a pena comprar é aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estive alguns dias em Lima, e, apesar de ter sido muito bem recebido por um amigo, não tenho boas lembranças da cidade. Nem o mar se salva: é tão limpo como o rio Tietê. Nada contra os peruanos, eu vi pessoas muito educadas e simpáticas. Gente muitas vezes miserável, convivendo em um dos governos mais corruptos do mundo. Se você não tiver paciência pra ver tudo isso, e você vai ver, vá o mais rápido possível para Cusco. Assim você não tem que ouvir sua sentença de morte no serviço de informação do aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5130035282025976382?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5130035282025976382/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5130035282025976382&amp;isPopup=true' title='3 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5130035282025976382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5130035282025976382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/06/lima.html' title='Lima'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Si7FXMAbjKI/AAAAAAAAADY/5UzIoH0pR4I/s72-c/DSC03192.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-6981369435517161265</id><published>2009-06-04T19:23:00.004-03:00</published><updated>2009-06-04T19:36:51.415-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='machu pichu'/><title type='text'>Santiago de Chile</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SihKPiJ9sdI/AAAAAAAAADQ/ItjIz4uNDO8/s1600-h/argentina+bandeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 60px; height: 40px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SihKPiJ9sdI/AAAAAAAAADQ/ItjIz4uNDO8/s320/argentina+bandeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343602588602184146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifRkCHSmeI/AAAAAAAAADA/RuWvzT-RJEM/s1600-h/DSC03104.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 169px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifRkCHSmeI/AAAAAAAAADA/RuWvzT-RJEM/s320/DSC03104.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343469899871328738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifQa1gtJVI/AAAAAAAAAC4/Rh6IXvPtR_Q/s1600-h/DSC03072.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifQa1gtJVI/AAAAAAAAAC4/Rh6IXvPtR_Q/s320/DSC03072.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343468642357814610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifPdud3GAI/AAAAAAAAACw/HmdIBeVPAA4/s1600-h/DSC03094.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifPdud3GAI/AAAAAAAAACw/HmdIBeVPAA4/s320/DSC03094.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343467592494815234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Si sobreviviste a las curvas del Paso del Redentor, no le diste muerte al chofer por su osadía y tus protestas se redujeron a simples gruñidos, llegaste a la capital de Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No puedo describir la primera impresión que tuve de Santiago. Estaba todo empañado. Cuando nos adentramos en la ciudad me di cuenta: no era niebla lo que cubría todo, sino un enorme smog. Moderna, limpia y con lindos palacios, Santiago sufre la polución del aire. No son pocas las personas que caminan con máscaras, y desde el conocido Cerro Santa Lucía no se puede observar la ciudad. Lo que se ve son dibujos de los edificios irguiéndose imponentes y la cordillera no da más que un abrazo roto a la ciudad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estuve en Santiago un día, no la pude conocer como se lo merecía. Me gustaría visitar sus museos, disfrutar la gastronomía en sus hermosos restaurantes, participar de la vida de la ciudad. Quizá echar una sonrisa en el aire desde el alto de los Andes, y limpiar todo lo que yo no pude describir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-6981369435517161265?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/6981369435517161265/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=6981369435517161265&amp;isPopup=true' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6981369435517161265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6981369435517161265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/06/santiago-de-chile.html' title='Santiago de Chile'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SihKPiJ9sdI/AAAAAAAAADQ/ItjIz4uNDO8/s72-c/argentina+bandeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-8067472277698166644</id><published>2009-06-04T10:04:00.006-03:00</published><updated>2009-06-04T10:54:45.435-03:00</updated><title type='text'>Santiago do Chile</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifRkCHSmeI/AAAAAAAAADA/RuWvzT-RJEM/s1600-h/DSC03104.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 169px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifRkCHSmeI/AAAAAAAAADA/RuWvzT-RJEM/s320/DSC03104.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343469899871328738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifQa1gtJVI/AAAAAAAAAC4/Rh6IXvPtR_Q/s1600-h/DSC03072.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifQa1gtJVI/AAAAAAAAAC4/Rh6IXvPtR_Q/s320/DSC03072.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343468642357814610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifPdud3GAI/AAAAAAAAACw/HmdIBeVPAA4/s1600-h/DSC03094.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 254px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifPdud3GAI/AAAAAAAAACw/HmdIBeVPAA4/s320/DSC03094.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343467592494815234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você sobreviveu àquelas curvas do passo do Redentor, não matou o motorista por tamanho atrevimento e suas resignaçoes ficaram restritas a resmungos, você chegou  na capital do Chile.&lt;br /&gt;A primeira impressão que tive de Santiago eu não posso descrever. Tava tudo embaçado. Quando fomos entrando na cidade que eu me dei conta: aquilo não era névoa e sim um gigantesco smog. Moderna, limpa e com lindos palácios, Santiago sofre com a poluição do ar. Não são poucas as pessoas que caminham com máscaras e, do alto do famoso Cerro de Santa Lucia, não se pode ver a cidade. O vulto dos prédios ergue-se com imponência e a cordilheira não é mais que um difuso abraço envolvendo a cidade.&lt;br /&gt;Estive em Santiago um dia, não pude conhecê-la como merecia. Gostaria de visitar seus museus, disfrutar de seus belos restaurantes, participar da  cidade.  Sorrir por aí,  lá no alto dos Andes. Limpar tudo aquilo que eu não pude descrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-8067472277698166644?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/8067472277698166644/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=8067472277698166644&amp;isPopup=true' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/8067472277698166644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/8067472277698166644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/06/santiago-do-chile.html' title='Santiago do Chile'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SifRkCHSmeI/AAAAAAAAADA/RuWvzT-RJEM/s72-c/DSC03104.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-1254782583771797363</id><published>2009-05-14T12:10:00.006-03:00</published><updated>2009-06-01T10:54:12.754-03:00</updated><title type='text'>Mendoza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SiPdXMH1bSI/AAAAAAAAACg/YDrQZ0U4KGI/s1600-h/DSC02989.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SiPdXMH1bSI/AAAAAAAAACg/YDrQZ0U4KGI/s320/DSC02989.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342356973452356898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande condor, folhas amarelas e os Andes como plano de fundo. Esta é a Mendoza argentina, nossa primeira parada. Eu confesso que depois de doze horas de viagem tenho vontade de dormir outras vinte quatro. Mas nao me intimidei, ai, como eu adoro guarana em pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Marcelo, o jornalista que nos recebeu, nos explicou sobre o legado inca de Mendoza: as famosas&lt;br /&gt;sequias que regam todas as ruas, transformando o hostil deserto andino no oásis que é a cidade. Há água por toda a parte. Do alto da cidade, no Cerro da Gloria, é possivel ver claramente a mão do homem, traduzida nas milhares de árvores que criaram um agradável microclima. Com dezenas de parques verdes, museus e bodegas, Mendoza é parada obrigatória para quem vai atravessar a fronteira e ir ao Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há muitos estrangeiros por aqui. O tráfico de garrafas de vinho e uma coisa impressionante. Há estadunidenses com malas muito pesadas que preferem deixar roupas pra trás a levar uma caixa a menos de Malbec. Alguns japoneses entram nas caixas e outros brasileiros dentro das garrafas. Com os dias contados, nos resta agora enfrentar o perigoso caminho que leva à capital chilena. Mas Mendoza é inesquecível: ficaria por aí, guardada naqueles cantinhos mais especiais da minha memória.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-1254782583771797363?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/1254782583771797363/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=1254782583771797363&amp;isPopup=true' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1254782583771797363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/1254782583771797363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/05/mendoza.html' title='Mendoza'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SiPdXMH1bSI/AAAAAAAAACg/YDrQZ0U4KGI/s72-c/DSC02989.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-6432399836680761344</id><published>2009-05-04T12:55:00.005-03:00</published><updated>2009-05-04T14:58:35.237-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='machu pichu'/><title type='text'>Viaje a Machu Pichu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8QwGWqQaI/AAAAAAAAACI/UkYsQk60K0Q/s1600-h/llamas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8QwGWqQaI/AAAAAAAAACI/UkYsQk60K0Q/s320/llamas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331998902355378594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;He visto muchos relatos, pero acá será distinto. Me gustaría mezclar un poco de literatura, para volverlo más interesante, pero el hecho en si no necesita demasiados adornos: me voy a Machu Pichu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existen blogs que te relatan este hecho como si fuera un sencillo camping en el rancho de la abuelita. Lo que pasa es que hay detalles importantes como precio, hospedajes alternativos y visitas obligadas que no siempre están disponibles. Aunque que no hagás el disputado y dispendioso Camino del Inca (con un costo aproximado de 385 dólares por persona), ¡podrás hacer un viaje copado! ¡No desistas! Solo entonces ingresarás en aquella comunidad del facebook“ Me subí al Wayna Pichu” que siempre quisiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estos meses de abril y mayo, el sitio de la empresa brasileña de aviones Gol ha tenido promociones imperdibles. Yo, por ejemplo, me compré un pasaje desde Santiago de Chile hasta Lima por la modesta suma de 163 reales. Ida y vuelta por unos 331, o sea, re barato. Además, si querés conocer gente nueva y ahorrarte unos pesos, podés crear una cuenta en Couch Surfing ( www.couchsurfing.com) que es un servicio para hospedaje solidario cuyos miembros mantienen entre ellos. Tendrás que decirles a los miembros quién sos, de dónde sos y muchos otros detalles, además de estar a disposición para recibir huéspedes y extranjeros en tu casa. Tranquilo, es seguro. Yo no voy a pagar un pesito de hotel. Y hay vacantes y miembros en todas las partes del mundo. Incluso, claro, Cuzco, cerquita de Machu Pichu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, hasta que llegue a Perú me faltan muchas ciudades para conocer. Saliendo de Neuquén, una parada en Mendoza (Argentina), hasta que cruce la cordillera y llegue a Santiago de Chile. Por supuesto que pondré hasta los detalles gastronómicos para que usted, pesado, no se atreva a comer cualquier cosa por ahí. Prometo que si alguno me ofrece pescado crudo se llevará una maldición desde el Wayna Pichu que durará hasta la quinta generación familiar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-6432399836680761344?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/6432399836680761344/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=6432399836680761344&amp;isPopup=true' title='4 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6432399836680761344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6432399836680761344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/05/viaje-machu-pichu_04.html' title='Viaje a Machu Pichu'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8QwGWqQaI/AAAAAAAAACI/UkYsQk60K0Q/s72-c/llamas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5646143953634589197</id><published>2009-05-04T11:02:00.007-03:00</published><updated>2009-05-04T15:16:31.921-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='machu pichu pt'/><title type='text'>Viagem a Machu Pichu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8Bas2j1nI/AAAAAAAAAB4/UFsLSQGSD3M/s1600-h/457_MachuPichuLlamas-Set1999.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8Bas2j1nI/AAAAAAAAAB4/UFsLSQGSD3M/s320/457_MachuPichuLlamas-Set1999.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331982042058184306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vi muitos, mas aqui será diferente. Gostaria de misturar um pouco de literatura para deixar mais interessante, mas o próprio fato não precisa de muito enfeite: eu vou pra Machu Pichu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há blogs que relatam o feito como se fosse um acampamento no sítio da avó. E há detalhes importantes como preço, maneiras alternativas de hospedagem, lugares imperdíveis que nem sempre estão presentes. Até mesmo se você não vai fazer o disputado e caríssimo Camino del Inca (cerca de 385 dólares por pessoa), você pode deixar sua viagem interessante! Não desista! Daí você pode entrar  naquela comunidade "Eu subi no Wayna Pichu" que você sempre quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses meses de abril e maio há promoçoes imperdíveis no site da Gol. Eu, por exemplo, sairei de Santiago do Chile até Lima, pelo valor de 163 reais. Ida e volta somam uns 331, ou seja, muito barato. Além disso, pra quem não tem onde cair morto e quer economizar, criem uma conta no Couch Surfing (www.couchsurfing.com), que é um serviço de hospedagem grátis que os associados mantem entre si. Você fornece todos os detalhes de sua vida, sua disposição a receber estrangeiros na sua casa e eles também vão receber você. É seguro. Não vou pagar 1 centavo de hotel. Tem pra todos os lugares do mundo e, claro, Cuzco, pertinho de Machu Pichu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até chegar no Peru tem muitas outras cidades para conhecer...saindo de Neuquén, passando por Mendoza ( Argentina) até cruzar as cordilheiras e chegar em Santiago. Colocarei até os detalhes gastronômicos para você, chato, que não come qualquer coisa por aí. Prometo que se alguém me oferecer peixe cru vai ter a família amaldiçoada até a 5 geração, direto do Wayna Pichu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5646143953634589197?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5646143953634589197/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5646143953634589197&amp;isPopup=true' title='5 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5646143953634589197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5646143953634589197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/05/viagem-machu-pichu.html' title='Viagem a Machu Pichu'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/Sf8Bas2j1nI/AAAAAAAAAB4/UFsLSQGSD3M/s72-c/457_MachuPichuLlamas-Set1999.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-7524696439206363286</id><published>2009-04-07T12:20:00.003-03:00</published><updated>2009-04-07T12:52:10.936-03:00</updated><title type='text'>O Mistério da Floresta dos Pirilampos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdtzAkv-_VI/AAAAAAAAABw/HyZZuOXR1Eg/s1600-h/19gravefireflies.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321973838370504018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 174px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdtzAkv-_VI/AAAAAAAAABw/HyZZuOXR1Eg/s200/19gravefireflies.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Começou com um trovão. Que veio depois de muita luz, do Senhor Raio. Raio este que se formou nas nuvens e despencou antes que sua luz pudesse ser vista por nós, seguido pelo som que começou esta história. Joana era uma garota esperta. Entendera o chamado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, a garotinha ouvira lendas sobre a Floresta dos Pirilampos, aquela que o raio atingira agora a pouco e nos deu a oportunidade de conhecer seus olhos misteriosos, cheios de luz dos céus. O raio caiu, a nuvem sumiu e o luar prateava toda a Floresta. Cá e lá, Markus, seu irmão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;avistava os primeiros pirilampos, que na sua casa não vinham, pois era uma casa-sapo. Os pais pouco faziam além de beber. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Floresta era famosa pelos seus milagres. Não havia voltado a ver seus sofrimentos quem a conhecia de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Markus carregara todo o tempo a irmã no colo, as pernas da garota haviam sido roubadas pela peste. Os pinheiros ouviam atentamente,os abetos há muito haviam parado de dançar e os carvalhos observavam com seus olhos escuros àquelas duas criaturas. O orvalho deixara a vegetação fria e dolorida. A garota já era um vulcão, tamanha a febre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Vou dar uma olhada na floresta...há muita névoa e ouvi uns grunhidos estranhos. Estou um pouco preocupado.Você não saia daqui. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E armou uma barraquinha de improviso, no meio daquela floresta de verde, tão temperada pelo breu. E saiu para a noite, seguindo uma estranha trilha,  formada por milhares de pirilampos que ali voavam baixo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Joana ficara ali, tendo um sono perturbado e quente. Havia delirado muito e pensou que estivesse sonhando quando sentiu aquele toque estranho na ponta do nariz. Imediatamente, abriu os olhos, frente a frente com um inseto sempre aceso e brilhante, diferente de todos os outros, como o Senhor Raio que caíra naquela noite. Apenas sorriu quando o inseto levantou sonoro voo pra fora da barraca, a garota no seu encalço. Sentia-se leve, dona daquela solidão maravilhosa que proporcionara seu sorriso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O irmão não voltou ali. Dizem que perdeu-se pela floresta e foi encontrado pelos braços carinhosos da morte. Quanto à Joana, ninguém sabe ao certo. Algumas pessoas preferiram esquecer essa parte da história, pois não sabem explicá-la. Outras afirmam que a garotinha se transformou em bruxa, enquanto existem os que defendam que hoje ela é árvore, e observa os que entram na Floresta.  Poucos abrem os olhos, ou tiveram coragem para ir a Floresta dos Pirilampos. Assim, veriam uma linda garotinha, que todas as noites corre atrás de uma bolinha de luz ziguezagueante, seus passos congelando a relva e seus gritinhos de felicidade sendo ouvidos por toda a Floresta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-7524696439206363286?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/7524696439206363286/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=7524696439206363286&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/7524696439206363286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/7524696439206363286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/04/o-misterio-da-floresta-dos-pirilampos.html' title='O Mistério da Floresta dos Pirilampos'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdtzAkv-_VI/AAAAAAAAABw/HyZZuOXR1Eg/s72-c/19gravefireflies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-6615493694198991641</id><published>2009-04-01T12:51:00.003-03:00</published><updated>2009-04-01T13:18:07.988-03:00</updated><title type='text'>Maria  no quarto de Marieta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdOTFnPjw6I/AAAAAAAAABo/12WYR9l-jzA/s1600-h/boneca-verde.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdOTFnPjw6I/AAAAAAAAABo/12WYR9l-jzA/s200/boneca-verde.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319757309497557922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia quadros, pessoas nos papéis. Na madeirinha da penteadeira, simples espelhinho de Cinderela. Colchão-palha, seca e amarela era a sua bonequinha. Olhinhos esbugalhados, os da Maria. Não tinha braços, o rato roera o seu cabelo de uma cor só.  Largou-se  da Doninha-dos-Retalhos, o sol já era escandaloso pelo vão do teto. &lt;br /&gt;Um, dois, três pulinhos. Aquecida já estava a Maria. Tinha que se preparar para não tombar na escalada no corpo da Doninha, feita com dentes e grandes saltos. Junto com o marido, a Baratinha aplaudia do teto, enquanto a Formiga reclamava do chão, oras essas , o silêncio para seu trabalho. Do coração, tic-tac e zás pra bela face. Lá estava a Maria, pano na pele, beijo na boca. &lt;br /&gt;-Doninha, está aqui sua Mariazinha!  Já nasceu o amanhecer, levanta de novo pra gente viver!&lt;br /&gt;E vivia, a Doninha. Fechava os olhos a Mariazinha. Pegava aquele seu trapinho de pano e ia trabalhar,  altas horas a limpar. Era um celeirinho, moravam juntas com aqueles cavalinhos, bezerros e cabritinhos. Começava por ali mesmo, todo o feno para dentro, a chuva forte podia estragar. E Dona Veva se iria, iria muito é xingar! Arrumava no espelho, com aqueles cachinhos pôr-do-sol pra lá de destrambelhados. Um espelho, espelho meu, só diria a verdade. &lt;br /&gt;-A Marieta é mais bonita. &lt;br /&gt;Não se importava, a Doninha. Tinha os braços de Maria para lhe consolar. Pobre era, pobre fora, e pobre ainda que foi para casa da Dona Veva limpar.  A Dona não ralhou, apenas  mandou-lhe subir para limpar mais e, no quarto da Marieta, a sua tão querida filhinha.&lt;br /&gt; Escadas e corrimão, pisos de mármore naquele chão. Gente grande por toda parte, esnoba, espiona, veja, minha Doninha, como é bela aquela arte! Zebras em molduras de vidro, a própria África nas paredes. Será que ali tinha Leões? Os Leões  comiam Zebras, então como a listrada estava ali, deve que não havia não. A Vespa , prima da Baratinha, uma vez  zombara dela, quando ela pensou que Leões eram como nos contos, falantes, fofos e  bonitos. Afinal, eram Reis e Reis deviam ser assim. &lt;br /&gt; -Zum zum zum. Vão é te comer. Eu mesma já vi um, e escapei por pouco daquelas patadas de gatão.  Zum zum zum. Tem coisas que cravam na gente e se pega não escapa. Tive que dar um monte de piruetas, aquelas garronas sempre  zum zum perto de mim. Mas eis que Zum! Driblei de um jeito que o Rei não me pegava de jeito nenhum. E estou aqui, não estou? &lt;br /&gt; Será que a Doninha sabia disso? Agora a Maria estava preocupada, abriu até seus olhinhos virgens de beleza e tanta riqueza. Na parede havia também uma mulher, como que deitada naquele quadradão. Era bem diferente da Dona Veva, não parecia um porco de granja. Era bela, com traços simples de Eva, mas cadê a maçã? Agora já avistava o quartinho da Marieta, a sua Doninha tirava as aranhas com uma baita de uma vassoura, esconde da Dona Veva, senão ela voa. &lt;br /&gt; Um dia ela moraria num quarto, um quarto com portas. Não porteiras, portas. Aquela ali era grande e enfeitada, rosas para todos os cantos. Parecia um quarto de Rainha. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Rainha, esposa do Rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Leão, Rei dos Animais&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Iriam ter suas vidas devoradas! Separar-se-iam para sempre se aquela porta fosse aberta, retalhadas com as garras do gatão! Logo ela, a Maria, tão abençoada nas mãos da Doninha. E agora até a própria Doninha iria ser toda retalhada! O que ela tinha feito pra isso? A Marieta era uma malvada, casando com um Leão assim. Usou toda a sua força de boneca, num surdo grito de desespero, mas parece que sua Dona não queria ouvir...&lt;br /&gt; Abriu a porta, e já estava se despedindo das suas pernas de pano quando não viu nada, senão uma bela garotinha, loirinha e deitadinha naquele tapetão. Janelas frescas, a luz silenciosa passando docemente pela cortina. Na penteadeira um espelhinho de Rainha, batonzinhos por toda a parte. &lt;br /&gt; Era beleza de algodão, a Marieta. Na sua inocência, dormira com o Urso bem no chão. Tinha tudo, até sílaba nova no nome que era da Maria por direito, essa Marieta. Talvez o A tenha sido um amor roubado da mãe, já o Eta não se sabe, eram tão ricas que muitas coisas simplesmente não faziam sentido. Que quarto mais bonito. Tinha até um céu, aquele ali. &lt;br /&gt; -Nosso céu, Maria. &lt;br /&gt; As duas dormiam no estábulo de um celeiro, a outra na cama confortável de uma família. Doninha já limpava a cama da filha da Veva, aquele travesseiro tão fofo e branco. Tão terno  que Marieta nem acordou, quando calmamente a Doninha a fez dormir de verdade. Ficara ali, a fitar as estrelas, como eram belos aqueles planetas. Doninha fora até justa, pois o céu era muito perto, para a amiguinha Marieta. &lt;br /&gt; A Maria abençoou o céu para que iria a menininha, enquanto a Doninha pegou um pincel e derramou tinta nas paredes e na garotinha. Pintou rápido na moldura, os caracóis de cachinhos, a pele agora mais branca da Marieta. Restou então uma figura no quadro, como um anjo  que admira seu mundo dos sonhos, dormindo profundamente com um Ursinho no colo. Já a garota da sala desapareceu, e foi na arte que ela renasceu. &lt;br /&gt; Quanto a Doninha, caiu num grande choro, ao ver tão belo trabalho na parede. Ficara tão bonitinho o corpinho da Marieta sem vida!  Um dia poderia virar até artista, se fosse num dormitório de crianças à noite. Chorava e chorava, até que para se disfarçar de Marieta foi ao espelhinho e passou aquele batom, que ela nunca, nunca usara. Os sapatinhos de cristal, a cama fofa, os novos ursos. A Dona Veva amava tanto a filha que nem notara a diferença, exceto pelos seus novos dons artísticos. &lt;br /&gt; Tinha tudo agora, a Doninha. Para a pequena e descabelada Maria, nem olhava mais. A boneca quisera abraçá-la com os dentes, com o pano sobre seu corpo. Aguardava escura e esquecida na inutilidade de uma caixa velha de Marieta. Esta, dormia tranquilamente na parede acima, uma pena na lamparina do teto filtrava seus sonhos. E a Maria ali, chorando no silêncio, a lembrar dos tempos em que não havia teto, e o sol entrava escandaloso pelo celeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-6615493694198991641?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/6615493694198991641/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=6615493694198991641&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6615493694198991641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6615493694198991641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/04/maria-no-quarto-de-marieta.html' title='Maria  no quarto de Marieta'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SdOTFnPjw6I/AAAAAAAAABo/12WYR9l-jzA/s72-c/boneca-verde.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-7732437795246556858</id><published>2009-03-24T17:35:00.002-03:00</published><updated>2009-03-24T17:42:36.239-03:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SclFnDSouiI/AAAAAAAAABg/fsgKgbUbLyI/s1600-h/insonia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 171px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SclFnDSouiI/AAAAAAAAABg/fsgKgbUbLyI/s200/insonia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316857372288268834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma belezura. Descia gelada, fazendo irradiar seu calor amarelado por dentro. Veria o resultado só mais a noite, dessa vez havia de dar certo. Quanto a Bernadete, nem se importava mais, aquela megera. E nem vem que não tem. Não to pensando em você não, minha filha! Ah, esses bares da vida tem a mania de inventar o mundo, e o papo do Zeca era o próprio Deus.&lt;br /&gt;-Trás mais uma que essa noite promete. &lt;br /&gt;Sem perceber, fora eu mesmo que pedira. Sou o insone que esta história pretende derrubar, mas cá entre nós, talvez só com muitos goles. O Zeca é o amigo de infância, famoso por ter parado com a academia na sua principal modalidade, o levantamento de copos. &lt;br /&gt;-Será que não é só confiar que você é capaz de dormir, Marcão?&lt;br /&gt; Estranho, aquele Zeca. Desconfio que ele deve beber escondido, o pilantra. Pivetinho, escondia tudo quanto era coisa do irmão, e ainda, na minha casa. Um dia, fui até acusado, e de injusto nem dormi direito. Não sei se pode confiar em pessoa assim. &lt;br /&gt; -Só vou depois da saideira. &lt;br /&gt; E fui mesmo. O chapa quis me acompanhar, mas era lento demais, parecia uma lesma, só que sem aquela conchinha característica, e Deus, eu estava com pressa. Andava  e não chegava nunca. &lt;br /&gt; O quarto era aquele, a luz era aquela, a cama mesminha.  A televisão não mudava, só a posição que colocava minha tartaruguinha, que ficava quietinha em cima daquele quadrado falante. Tinha livros ali também, muitos deles. Não disse antes, e você talvez duvide, mas professor precisa tê-los ao alcance. &lt;br /&gt; Naquela escuridão de hoje, não foi diferente. Deitei zonzo, e fiquei disperso em pensamentos. Quatro horas depois você podia me encontrar lá, contando o milionésimo carneirinho em câmera lenta. Carneiro, o marido da Ovelha, mamífero quadrúpede que atormentava as minhas noites. Um demo, aquele carneiro. Acho que eles deviam ser todos vermelhos. Às vezes mandava um coiote para pegar os danados, mas eram muitos a se contar, e a caçada aos meus próprios carneiros era um fracasso. E virava para lá, meio que para cá, no conforto que até achava, mas que não servia de nada. Mas o Zeca também, com toda aquela bebedeira! Quando os mamíferos terminavam de pular a cerca eu via a Bernadete ali também, imitando aquele monte de bichinhos fofos, só que a cerca era o portão do vizinho. Que fizeras a Dedete! Tinha nome de chacrete, aquela minha querida! Rimava até com chiclete, e eu masquei e masquei doces memórias, até que pensei ter ouvido alguma coisa vindo da minha tartaruguinha, a Bilica. Pura canseira, aquela altura já estava ouvindo coisas, mas aproveitei para ligar a televisão, vai ver não tinha nada como sempre. E, como disse antes, professores insones como eu, precisam ter livros por perto. Pois quando a televisão cansa, a gente sempre pode recorrer a uma boa literatura. &lt;br /&gt; O que me lembro do dia anterior foi que desisti do livro, e voltei pro leito ainda desperto. Na verdade não sei se dormi realmente, mas se tiver sido, foi algo covarde que o mundo dos sonhos fez comigo, totalmente incompleto e cansativo. Durante a quinta e última aula daquela segunda-feira, a qual eu dissecava a quinta lagartixa nojenta e viva, fazendo exatamente as mesmas piadinhas das últimas aulas, jurei que havia parado no tempo, ou então o relógio estava andando para trás. Será que era crime dissecar alunos? Irônico, me ouvi dizer:&lt;br /&gt; -Agora, um de vocês, venha colocar essa lagartixa pra dormir. &lt;br /&gt; Isso, agora me joga na parede, queria dizer. Quem sabe assim descanso, seu peste? A matemática nunca foi meu ponto forte, deve ser por isso que tinha dado cinco aulas e cheguei em casa com cara de cinqüenta. Aqueles répteis! Uma cobra também, aquela diretora. Das mais brabas, tinha até chocalho chi chi chi chi chi! Oh, chatice, uns estrumes, aqueles alunos. Barulheira, nem um cochilinho de tarde. Tomara que esse mundo acabe em pneus, seus poluidores de meia tigela! &lt;br /&gt; Com dor nas costas fui pro Made in Brasil, aquele barzinho onde o  Zeca devia estar me esperando, tomando seu  antipático suco natural. Made era China, por tradição, e senti aversão só de olhar para o nome daquele bar de fulaninhos. &lt;br /&gt;  -Vai me dizer, Marcão, que os goles não funcionaram? Eu te disse! Um copinho com leite é tiro e queda. &lt;br /&gt; Quem era aquele ali, o descendente de algum fofoqueiro de guerras perdidas? Pois falava mais que a Bernadete na cama. A Dedete, que vivia sussurrando canções para me ninar... e que Lúcifer a possua nos Infernos! Mamãe dizendo que mereço coisa melhor, como se fosse a maneira mais fácil de me fazer dormir. Um monte de sorriso falso, daqueles podres me cercando alí. &lt;br /&gt; -Quer saber? Vocês todos são uns urubus!&lt;br /&gt; O pior é que tive que pagar aquela mesa e um uniforme novo, já que a droga de alguma coisa verde, que o babaca do Zeca estava comendo, manchou todinho. Deve ser capim, pro antílope. A cara do amigo não tinha preço, choque e medo, e também não havia dinheiro que comprasse a decisão dele de nunca mais me procurar. Agora, na cozinha que já fora tomada pela escuridão, pego calmamente um copo de leite quente, que levo pro meu quarto. O quarto dos livros, do quadrado falante com a Bilica, o quarto da grande cama vazia. Experimentei umas lágrimas, na visão da cama. Mas elas logo secariam, se iam.  Os goles de leite seguiram o comprimido pelo esôfago, então, lentamente adormeci. Enfim, livre daqueles meus demônios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-7732437795246556858?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/7732437795246556858/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=7732437795246556858&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/7732437795246556858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/7732437795246556858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/03/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SclFnDSouiI/AAAAAAAAABg/fsgKgbUbLyI/s72-c/insonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5842279691062752986</id><published>2009-03-20T10:03:00.000-03:00</published><updated>2009-03-20T10:34:15.563-03:00</updated><title type='text'>Sobre Roda Gigantes e o Doutor Destino</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScOa_qiQzlI/AAAAAAAAABY/LEa0l3U7hpM/s1600-h/DancingTree.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 179px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScOa_qiQzlI/AAAAAAAAABY/LEa0l3U7hpM/s200/DancingTree.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315262403767750226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Podia ser um garoto, desses muito marotos, pé de moleque. Só que menos doce. Na verdade era um quase gente, desses quase pássaros que voam, voam e quase alcançam o céu.Era acostumado a essa sua vida de temperos, um quase ser, prestes a se tornar algo. Com um pouquinho disso ele transformava rapidamente alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mexe bem essa pimenta do reino que tenho um contrato com o absolutismo francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vivia, a requebrar sazons, a dançar com os alhos e a dilacerar as réstias de cebolas. Era simples assim, bastava pegar sentimentos aqui, crenças acolá. Uma saladinha dez, como ele mesmo dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida tinha mais cores, escolhia logo o seu tom. Como o azul da música e o verde de todos os céus que ele construía. Cantava também, esse nosso garoto. E tal como nos temperos, tudo podia ser diferente depois da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banheiro, verdadeiro cantor. Até os xampus, que outrora apenas tiravam sujeiras, derramavam-se em círculos graciosos pelo seu cabelo e as próprias garrafas tinham o trabalho de ensaboá-lo, em movimentos muito rítmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um dia ainda caso com você, garrafinha de Seda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fazia, espalhando sentimentos para todos os cantos e coisas. Palavra era a própria música. Na cozinha, realizava verdadeiros rituais. Certa vez, virara um disco só pra sentir o sabor dos arranhões, no que as batatas cozidas enlouqueceram e pularam aflitas pra dentro da panela, espatifando-se e inventando o purê de batatas. Já as cenouras eram mais abertas pra novas tendências e se juntaram aos tomates, numa espécie de dança hipnótica e desgovernada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo era de várias contradições, dialética, Marx. Já ele, um garoto mesmo, dialogava, um máximo. E vivia, e vivia, até que o Senhor Tempo deu um monte de voltas, como as rodas-gigantes que ele andava nos parques da periferia. Nesses brinquedos tem dois lugares, mas o tempo tem um só caminho, o de sempre seguir em frente. Afinal, Doutor Destino nada mais era do que um inimigo do Quarteto-Fantástico e o Homem-Elástico sempre arrumava um jeito de enfrentá-lo da melhor maneira. Aprendera isso quando garoto. Hoje , mais velho, homem e provavelmente muito mais tolo que seu jeito criança de ser, vê que os gibis nunca estiveram tão certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, planta que começa lá de baixo, germina e prolonga suas raízes. No caso do vegetal a água, mas desse nosso garoto, ou melhor, do recente homem da história, a vida. Faria facilmente o mundo voar, desenhando asas nas costas, espalhando Vês pelos muros à noite, cantando novos ares e flutuando em meio a tantos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esses gatunos precisam querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vai ser como mágica. Mistério e lua cheia. As pessoas vão abrir os olhos, asas ruflando no ar. A cidade vai ser arrancada da terra e gloriosamente alcançará os céus...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5842279691062752986?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5842279691062752986/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5842279691062752986&amp;isPopup=true' title='2 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5842279691062752986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5842279691062752986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/03/sobre-roda-gigantes-e-o-doutor-destino.html' title='Sobre Roda Gigantes e o Doutor Destino'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScOa_qiQzlI/AAAAAAAAABY/LEa0l3U7hpM/s72-c/DancingTree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5820670669129633009</id><published>2009-03-17T23:16:00.000-03:00</published><updated>2009-03-17T23:46:27.136-03:00</updated><title type='text'>Dona Nhazinha e seu Pé de Acerola</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScBfJKrTewI/AAAAAAAAABI/IOFhHqbYkJ8/s1600-h/sabia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScBfJKrTewI/AAAAAAAAABI/IOFhHqbYkJ8/s320/sabia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314352171386632962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Ele se sentia como o menino dos Componentes da Banda, de um conto da Adélia Prado, a subir no murinho e cair pra outra banda, dessa vez atrás de uma pequenina frutinha. Visão do verde, vaga veloz, vem voando vermelhinha! Existe algum feitiço pra conjurar acerolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mãe, hoje quero suco natural. Chega de Tang!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pois bem, é só pedir a Nhazinha, filha da Zizi, parente do Nhonô que é filho do Tomás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A mulher do vizinho, a senhora tá dizendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim querido...tem um pé de acerola lá. Acerola, grande irmã da Carambola, filha feita do Fruta-Conde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pára mãe! Vou pedir lá viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aproveita e manda um abraço pra irmã da Nhazinha, a Nolô, que é uma simpatia de pessoa e é casada com o João do Cobre, que colhia ouro, e se chamava só João, mas isso até encontrar o Girião, que o passou ele pra trás, dizendo que cinco fios de cobre eram mágicos e milagrosos, e daí veio o seu apelido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer saber aonde sua mãe havia perdido seu sabão, lá ia ele de encontro ao suco então. Seco dia de verão, cadê a chuva São Pedro! Cravou as unhas na parede, o raiva. Queria mesmo é ser gato, nessas horas. E não é que desceu um bichano nele, patas, bigode e tudo. Virou felino amarelo e felino pulou, depois bem de pé caiu, e novo humano transformou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que fedor de bichento! Tô com pulgas, oh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor era prego na tábua, alí. Daí foi correndo pra baixo do pé. Nada tinha sobrado do orvalho macio nas graminhas, havia apenas um verde bem duro. Estava muito chão quente, aquele lugar. Lembrou então das carrancas no quarto. Podia ele mesmo fazer a água, se podia. E ali mesmo, começou a dançar, sempre abrindo o bocão, imitando a carranca, com aqueles dentões pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O chuva aê! O chuva á!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do nada, aquele aguaceiro. Trovões, até furacões se ameaçaram, com aquele vento todo. Mas era só dar mais uns passinhos, que só água se via naquele canto. Acima, as gotas embelezando a fruta, gorda e macilenta, um vermelho carnal. Que que esse menino não fazia por aquele pedacinho de Eva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vai dar um sucão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso o menino pediu uma sacolinha na vizinha, apanhou suas acerolas naquele chuvão e desfez a dança da chuva, imitando agora o boneco do ET, que guardava carinhosamente perto do computador. Quando chegou a janela pra se despedir do garoto, Dona Nhazinha não viu mais que um gato amarelo pulando o muro; e uma ponta de saudade de sua infância, quando ela, Dona Nhazinha, virava Sabiá, pra alcançar as altas mangas do vizinho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5820670669129633009?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5820670669129633009/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5820670669129633009&amp;isPopup=true' title='4 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5820670669129633009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5820670669129633009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/03/dona-nhazinha-e-seu-pe-de-acerola.html' title='Dona Nhazinha e seu Pé de Acerola'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/ScBfJKrTewI/AAAAAAAAABI/IOFhHqbYkJ8/s72-c/sabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-5373461657826469008</id><published>2009-03-16T11:01:00.000-03:00</published><updated>2009-03-16T11:04:44.129-03:00</updated><title type='text'>Carteiros</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como a chuva estiara um pouco, resolvi prolongar a prosa. &lt;/span&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-A senhora não lembra o nome da batata? &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Quem me deu não disse como se chamava. E olha, que encanto! &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Mas deve ter um nome! Quem sabe tá relacionado com a cor? &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Tinha cor de batata. &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Mas é uma flor! Aquilo, minha senhora, não é uma batata.... &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-...e plantei a batata e ficou linda. Com um mês já havia brotado, com três já tinha essas florezinhas...&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Eu preciso ir, Dona Aurora. Quer mesmo recusar o cartão?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Não sei porque me enviam isso. Eu não tenho dinheiro, nunca tive! Quando você muda pro sul? &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Acho que fevereiro, não sei bem. Por que?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-É que a planta já está bem grande e em breve brotam muitas batatas nas raízes e eu posso te enviar algumas...&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Essa interminável conversa de cinco minutos poderia durar anos. Não respeito uma pessoa que não sabe distinguir um bulbo de planta de um tubérculo qualquer. E ficaria ali durante horas, não fosse uma frutinha que caiu na minha cabeça e chamou atenção da velha.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Ai!&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Puxei a frutinha do meu boné e ela escorregou pela minha orelha, deslizando no meu ombro e caindo livre na minha mão. Um gigantesco e suculento cocô de bem te vi. &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-QUE MERDA!!!&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-É mesmo!!! É ela!!!&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Qual seria o sentido do tom irônico daquela velha? Quem ela pensa que era para utilizar  expressões de duplo sentido comigo? Gritei e gritei forte, gritei alto que é para amaldiçoar até a quinta geração daquele bem te vi. Como um pássaro pode fazer uma coisa assim com a gente? E que merda!!! Pelo tanto que espalhou, parecia merda de elefante voador ou então de um grande Dragão-Rei. &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Deixa eu limpar o boné para você, carteiro.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Hm, que antipática. Querendo bancar a solícita depois de defamar a minha alma, condenarme a vergonha e risadas dos malditos vizinhos! &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Tá tudo bem...&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;E passei a manga da camisa na orelha, num instinto desesperado de limpeza e nudez, pureza e bom cheiro! Maldito &lt;span&gt;passarinho&lt;/span&gt;!!!&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Você está sujando ainda mais, menino! Fica quieto! &lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Como um recém nascido se sente, quando a mãe limpa a sua bunda? Será que ele tem vergonha? Pois eu tinha vergonha e agora uma vergonha fétida, que me alastrava negra e viscosa pela manga e pelas bordas da camisa, pois tentei limpar as mangas com as bordas! Com as bordas!!!&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;-Toma o seu boné. Já tá limpo. Quanto a camisa, não tem jeito. Só chegando em casa pra mamãe ter mais trabalho, né?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: verdana;"&gt;Se o boné não tivesse ficado tão limpinho eu teria continuado aquela conversa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-5373461657826469008?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/5373461657826469008/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=5373461657826469008&amp;isPopup=true' title='4 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5373461657826469008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/5373461657826469008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/03/carteiros.html' title='Carteiros'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7736352071394327455.post-6359185508909815058</id><published>2009-03-13T11:54:00.000-03:00</published><updated>2009-03-13T12:53:18.740-03:00</updated><title type='text'>Os Cinco Assassinatos na Rua Helsink</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SbqBNw7G8cI/AAAAAAAAAAM/UPY25mtcAys/s1600-h/darkstreet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312700783908024770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SbqBNw7G8cI/AAAAAAAAAAM/UPY25mtcAys/s320/darkstreet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas terras do sertão tudo pode. Pode fome, pode igreja. Pode até tons de luz, de capitais pra nomes de rua. Rua do Breu, Rua do Claro, Rua Helsink. E esse nome mata, eu to te dizendo. Cidade pequena é assim, a gente tudo sabe, tudo ouve,a gente é sol. Foi há um tempo atrás, cinco mortes pra lá de misteriosas, que assombraram até o Fantasma do Monte do Alvorada, que vaga por lá toda santa lua cheia.&lt;br /&gt;Ele era sutil. Por alguma razão, matava só na rua Helsink a rua da Capelinha. A primeira vítima foi mulher, a coitada da Beata Madalena. Ela rezava muito, então deve ter sido a vontade de Deus. Andava atrevida e afobada, a Madalena. Era nova e bela. Era beleza já exilada, coisa rara de se ver. Ali, de manhã, só um corpo sem olhos.&lt;br /&gt;-É um mostrengo, esse aí. Logo ela, que orava e orava. Tadinha. Se não foi na terra, vai ser companheira de Jesus no céu.&lt;br /&gt;O segundo, foi um dia depois. Quando me lembro, passa me uma infeliz coincidência. A segunda morte foi na Terça-feira, tendo a notícia da beata estreado a semana. Pois o Pedro acabava de sair da casa do amigo, e estava vestido de um jeito bem estranho. Sem falar do cheiro de bebida, daquele gagá, que talvez chamasse a atenção do assassino, pois de manhã todo mundo sentiu, quando o corpo amanheceu sem olhos na rua Helsink.&lt;br /&gt;-Tão educado que parecia moça, esse Pedrinho.&lt;br /&gt;Aqui na Igreja não se falava em outra coisa. As beatas estavam com qualquer sentimento que morava entre a Rua do Medo e a dos Infernos. Até rezei uma missa, pra proteger as almas das que ficaram, e Deus queira que não precisasse mais delas no céu.&lt;br /&gt;Mas parece que teria que rezar mais, ou então foi um diacho de praga das macumbas que lançavam por aí, pois não consigo explicar o que aconteceu aqui, até hoje. Na quarta-feira foi a pobrezinha e miserável da Dona Matilde. Fora pegar umas roupas remendadas na Clotilde, a alfaiate. Depois que saiu de lá, ninguém mais a viu em casa, até que uma figura medonha apareceu na Helsink, por entre as brumas daquele outono. Dona Clotilde se defendeu, com todo direito.&lt;br /&gt;-Mas não foi eu não, a pobrezinha da Matilde! Não tinha nada, e agora não tem nem os olhos da vida...&lt;br /&gt;A cidade entrou num consenso, de que a alfaiate era pra lá de Bagdá de inocência. Afinal, tudo que ela espetava era agulha naqueles paninhos e bonecas. Mas eis que o pânico se instalou por essas terras, onde há mortes esquisitas nas ruas de nomes estranhos. Pois eu andei pesquisando outra coisa que não era bíblia, mas uma tal de enciclopédia. Estava escrito com todas as letras, Helsink era a capital da Finlândia. Assim eu disse na missa da quarta-feira , onde todo mundo comeu só peixe, que aquele podia ser o fim do mundo.&lt;br /&gt;- Tem coisa ruim nesse ar, se tem. A dona Mariazinha jurou que viu um homenzarrão, todo de preto. Até o Jagunço ficou com medo e só uivou pra lua. Deu até arrepio na espinha.&lt;br /&gt;A Igreja era como uma válvula de descarrego, pra onde as pessoas canalizavam todo o seu medo e esperança, seja por fé, seja por preguiça de entender os fatos e analisar as possibilidades. De manhãzinha eu fui acordado, com muito sono ainda, por uma Dona Mariazinha aos prantos. Tinha uma grande coleira na mão.&lt;br /&gt;-Essa coleira não é a do Jagunço? O que aconteceu, ele se perdeu na rua?&lt;br /&gt;-Senhor! Oh, Padre de Deus! O Diabo levou meu Jagunço também! Reza pra alma dele ir pro céu!&lt;br /&gt;E não deu outra, lá estava o Jagunço, como uma besta do abismo, de boca escancarada, olhos cegos e mortos. O Jagunço devia tá atocaiando o homem, se devia. Mas o homem venceu o bicho, talvez dando um pedaço de carne envenenada, pela qual todos tínhamos uma queda.&lt;br /&gt;O assassinato da quinta-feira chocou a população, e até deixei fazerem um velório pro Jagunço e tudo, aqui na capela. Quando foi de tardezinha, lá ia a fila, guiada por uma dona Mariazinha ainda inconformada pela tristeza, a de levar o bichinho, que pra mim era um lobão, pra enterrar.&lt;br /&gt;Quando foi noite entrei pra repousar em meu alento, dentro da Capela. Havia corujas e grilos, passeando com os sons do vento. Junto com os lamentos da noite, o arrastar de passos, como um gato tímido que espera para agarrar a presa. Aquilo era pecado, andar na rua uma hora dessas, quanto mais ficar espionando o Padre! Com coragem eu fiquei, e o gato deve ter sentido, pois logo levou para longe seus ronronares de medo e ameaça.&lt;br /&gt;Naquele dia, numa bela de uma sexta-feira treze, a coitada da Dona Ema, uma amiga da Mariazinha, estirada no chão. Tinha arranhões pelo corpo, como quem fugiu de alguém e penosamente caiu para encontrar a morte.&lt;br /&gt;- Logo a minha Mãezinha! Tão boa e gentil! Temos que jogar esse monstro é na fogueira! Roubou os olhos da boazinha! É o Cão!&lt;br /&gt;Prenderam o Leonardo, um bêbado de esquina, que era suspeito só por não ter nada na vida, nem dinheiro, nem mulher, nem nada. Mas de tanto não ter nada todo mundo acha que ele não tinha nem culpa. Ficou uma mensagem para o assassino, porém. Afinal a polícia dali prendia gente, podia ser errada, mas que prendia, prendia. Muitos fiéis pedem a minha benção, parentes dos falecidos. Confessam para mim todo o seu medo e receio. Blasfêmia, sem-vergonhice, falta de dinheiro, besta-crença que corrompe esse povão. A verdade talvez nunca se revele. Pra mim, resta ficar aqui, neste templo de Deus, e digo que com todas as visões que herdei desse mundo, hoje posso enxergar melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7736352071394327455-6359185508909815058?l=alemdoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alemdoconto.blogspot.com/feeds/6359185508909815058/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7736352071394327455&amp;postID=6359185508909815058&amp;isPopup=true' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6359185508909815058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7736352071394327455/posts/default/6359185508909815058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alemdoconto.blogspot.com/2009/03/os-cinco-assassinatos-na-rua-helsink.html' title='Os Cinco Assassinatos na Rua Helsink'/><author><name>Júnior Coelho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09429851348919418725</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SrL1uwEh4VI/AAAAAAAAAEM/bIo26tw89GY/S220/jr.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zn0MxQkph4I/SbqBNw7G8cI/AAAAAAAAAAM/UPY25mtcAys/s72-c/darkstreet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
